Minha filosofia e conceito de produção.

Desde 2006 trabalhando na área, e hoje sou honrado em trabalhar com nomes que um dia admirei. Anos buscando a  timbragem real, orgânica, livre de samples, triggers e plasticidade programada: porquê  a alma do músico deve ser respeitada. o momento único deve ser capturado e mantido como único. De um tempo para cá tudo soa igual, com os mesmos presets, com as mesmas ideologias de cópias das referências (aspecto sonoro). Há muito a singularidade do ser humano vem se perdendo. Meu trabalho é evitar essa morte, evitar que a sua música soe plástica  plástica e com a mesma sonoridade nada única. Evitar a escravidão advinda da idealização. Que o ideal não seja a meta. (não há como usar a palavra “ideal” no sentido de adequação aqui, por quanto me refiro ao sentido de que foi idealizada, de que nasceu pré-concebida a partir de um desejo: soar igual a. Portanto ideal) Naturalmente,  isso acaba chamando a atenção dos grandes que tiveram a oportunidade de em algum período de nossa breve história terem grafado nas linhas do espaço/tempo,  suas interpretações únicas do dado momento e abandonando o conceito de idealização, abraçando o conceito da consequência. Entre o IDEAL e o  REAL, eu e as amizades que fiz ao longo do tempo, preferimos nos manter no REAL.
 A estrada com os melhores professores trouxe a bagagem necessária para a lapidação do diamante que cada um dos músicos com quem trabalhei entregaram aos meus cuidados.
Ao final do processo, ver o orgulho do músico em se reconhecer tocando, e saber que está tudo ali, como veio ao mundo, – apenas lapidado – , e não substituído, é o que faz crescer o lado profissional.